quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Steve Jobs é louco

Assim ele era conhecido. Desde seu início quando só tinha uma ideia na cabeça.

Essa ideia cresceu. Virou empresa, presidiu-a e foi demitida. Foi readmitida! Continuou a crescer e multiplicar-se. O mercado, em outra direção, apontava-a como “louca”, mas ela persistia. Todos inverteram a direção e seguiram esse louco e sua ideia.
E as pessoas cada vez mais adoravam esse louco. E, passaram a segui-lo também, literalmente! Na era das redes sociais, Steve Jobs era o mais acompanhado! Ele e sua ideia!
E a ideia era tão forte, tão consistente, que todas as críticas a melhoravam, ou não.
Como todos os grandes homens, Steve tinha uma ideia! Todos temos ideias, são elas que nos movimentam. São elas que nos dão forma. A forma que molda nosso caminho nesta vida.
Mas por que, dentre tanta gente no mundo com ideias, apenas algumas se tornam um Steve Jobs, um Santos Dumont, uma Amelia Earhart, um Cassius Clay, um Martin Luther King ou um Gandhi?
Ideias são desperdiçadas e a nossa energia vai para outras coisas, algumas vezes para a crítica ou a lamentação. Todos nós achamos que somos mal aproveitados neste mundo, ou incompreendidos ou tantas outras coisas. Isso nos torna iguais e é natural que seja assim. Assim caminha a humanidade!
Alguns conseguem a grande virada de construir a sua ideia. E nenhum deles queria mudar o mundo. Ninguém começa a sério esse caminho achando que vai mudar o mundo, são muito humildes para tanto. A ideia é que é grande e transformadora, e é isso que muda o mundo. Raramente o autor percebe o poder de transformação de sua ideia, ao contrário, o mundo percebe esse poder e a segue!
O que será que estamos fazendo com nossas ideias? Nada de mal em não sermos um Steve Jobs e mudarmos o mundo, mas por que não mudarmos o nosso entorno, pelo menos um pouquinho ;)


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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

As amarras

Muitas vezes estamos presos a amarras que já nem nos lembramos como surgiram.
Alguém já viu a cena abaixo? É real. Muitas das vezes as amarras que nos aprisionam são amarras dentro de nós mesmos. Acostumados a viver apegados, nos mantemos assim mesmo perante a possibilidade de ser livres.

Normalmente justificamos a nossa condição pelo que o meio nos impõe. Verdade, o meio nos coloca muitas amarras! Mas, o recuo perante a oportunidade de sermos livres está somente dentro de nós. É como se na imagem o cavalo justificasse continuar no mesmo lugar por causa da CADEIRA. Temos a tendência ao conforto. A zona de conforto, tão falada pelos psicólogos é Extremamente Confortável! E ali ficamos muitas das vezes. E isso é natural. Precisamos das nossas certezas, das nossas rotinas, do nosso “porto seguro”. Mas não podemos usar tudo isso, como justificativa para ficarmos no mesmo lugar. Aqui e agora é bom, mas quem disse que o ali e daqui a pouco também não é?
Temos que nos dar a liberdade de achar novos equilíbrios, novas zonas de conforto, alcançar um degrau mais acima nesta escada da vida.
Vamos criar uma paixão pela nossa própria vida, pelo mundo em que nos inserimos. Não vamos torna-lo menor, vamos expandi-lo, agregar pessoas, fatos, conhecimentos. Vamos aproveitar nossa liberdade ao máximo para evoluirmos como pessoas.
Reinventar-nos a cada dia. E, se não gostarmos do que nos tornamos, somos livres para mudar de novo. Vamos esquecer a cadeira por um tempo, vamos ser responsáveis pela nossa mudança interna e levar o nosso mundo a um novo degrau. Com certeza não vai agradar a todos, mas o importante é que tem que agradar a você. Depois disso, tudo fica mais fácil.
Como diria Lulu Santos, o tempo voa, vamos ter habilidade para dizer mais sim do que não e vamos nos permitir!!
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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Quem disse que peixes não voam?


O maravilhoso filme “Taare Zameen Par” nos mostra o amor por outro ângulo.

Neste nosso mundo globalizado e competitivo, aprendemos a ver os outros pelo filtro da eficiência e conformidade aos padrões. Tudo que saia disso é “estranho”. Como se formaram esses padrões, é outra questão, o fato é que eles estão aí.
E o nosso amor condiciona-se a eles.
Alguém aí já se perguntou por que o nosso universo é tão colorido? Não?! Essa é uma pergunta que todos nós deveríamos fazer. Escolhendo as cores com amor, alguém o decorou com elas. E, com um resultado tão lindo, é provável que quem o criou seja um artista!
O mundo é o que enxergamos através de nossas lentes. Então temos que tê-las o mais limpas e livres possível.
“Liberte a sua mente, abra suas asas e deixe as cores se espalharem. Vamos gerar novos sonhos!” essa é a mensagem do filme.
Mudando nossas lentes, mudamos o mundo para nós, e isso já é um começo. Com um mundo diferente, o amor fica diferente, sem as amarras a que estamos acostumados, sem as imposições e sem os nós. Sem o filtro do desamor.
Afinal, amor é amor. Se colocarmos condições, acaba se tornando outro sentimento.
Vamos deixar o amor entrar. O nosso mundo será mais colorido, e feliz!!                    
Afinal, como se fossemos estrelas na Terra, todos somos especiais!! Alguém duvida?
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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Mulher, anjo e demônio

“Um homem só encontrou a mulher ideal quando olhar no seu rosto e vir um anjo e, tendo-a nos braços, ter as tentações que só os demônios provocam”.
Essa frase de Pablo Picasso, um amante das mulheres, contém a essência do universo feminino/masculino.
O anjo feminino capaz de despertar os sentimentos de ternura, amizade, companheirismo, dedicação. O lado anjo feminino tem esse poder sobre os homens. Mulher anjo que dá o seu melhor, sua alma feminina, seu poder de transformar coisas e seres. Sua aura positiva. Sua energia terna se espalha no universo por caminhos que, sem explicação, acalentam e tem o poder de tornar esse universo melhor!
O demônio feminino, por outro lado, capaz de despertar os sentimentos mais voluptuosos e animais. Também vem da alma, mas, como seres divididos que somos, temos a capacidade de ter dentro de nós essa contradição sem deixarmos de ser nós mesmos. A mulher é mais capaz de conviver com esse sentimento dividido sabendo que faz parte de seu ser, que o enriquece e o transforma.
Essa mulher demônio que emana um perfume que desperta nos homens a mais profunda paixão e desejo. Com cheiro de suor misturado, beijos trocados e carícias. O seu corpo entregue na mais bela das uniões, uma união forjada a fogo! Fogo de sedução!
Feliz do homem que conquistar esse lado da mulher, pois terá dela também o seu melhor. Mas não é fácil. Pois o desejo para se transformar em paixão passa por uma linha tênue... a sedução!! Toda mulher tem que ser seduzida mais do que desejada. E, sendo a mulher multifacetada, a sedução pode assumir diversas formas.

Ao contrário de outros caminhos que devem ser o mais curto possível, o da sedução deve ser longo, prazeroso. Deve-se aproveitar todos os detalhes da jornada e com todos os nossos sentidos. Ao máximo!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O teatro é democrático



O teatro Municipal de São Paulo é um evento!!
Sua arquitetura, sua riqueza de detalhes, seu glamour, a lembrança de várias épocas, os espetáculos, o ambiente, sua varandas, piso, escadaria, ufa... poderia ficar horas aqui.
Por tudo isso e mais toda a cultura e arte que já foi interpretada em seu palco, o Teatro Municipal de São Paulo é um ícone de cultura. Após a reforma, ficou ainda mais deslumbrante! E acessível a todos!
Ontem no espetáculo do Balé da Cidade, com ingressos esgotados um mês antes da apresentação, havia casais da terceira idade, casais de meia idade, grupos de adolescentes, universitários, famílias inteiras nas frisas. Público variadíssimo.
O senso comum diz que cultura erudita só atrai os mais velhos. Quem se presentear com uma ida ao Teatro Municipal, verá que não existe nada mais longe da verdade. A arte, em todas as suas formas de expressão, atrai as pessoas. Ela está na alma do ser humano. É a pura expressão dos nossos sentimentos. A dança, com seus movimentos e música, mexe muito com nossas sensações. Ontem, ao final do 2º ato, sentia-se um “ufa!” de alívio. Não porque era enfadonho, mas porque era intenso. Não havia espectadores, todos faziam parte integrante daquela cena intensa e cheia de energia. O público sentiu toda aquela intensidade e relaxou ao final...”ufa!”.
Enquanto isso, como que afirmando o Teatro Municipal como espaço democrático, no lado de fora, nas escadarias, pessoas de várias classes sociais e faixas etárias, dançavam, cantavam e reviviam as canções de Raul Seixas que, repare, estão mais atuais do que nunca. Em lembrança do 22º ano de sua morte.
Com a mesma intensidade e no mesmo momento, arte “popular” e arte “erudita” contagiavam o público, cada uma em sua cena, mas dividindo o mesmo espaço.
Que dia para a cultura!!

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Touro sanguinário


Polêmica a utilização de animais para “divertimento” das pessoas.
Vi o vídeo do touro que matou 3 pessoas em 5 anos em Espanha.
Após o banimento, em muitos países, de animais em circos e melhorias em muitos zoológicos do mundo, as touradas voltam à cena.
Touradas são eventos muito populares em Espanha, Portugal e México. Na tourada existe a garraiada que é executada pelos forcados, existe a tourada a pé que é executada pelo toureiro, e a tourada à cavalo que é executado por um toureiro e um cavalo. Cada uma exige diferentes capacidades de seus executores.
Morei em Portugal 12 anos e vi isso de perto. Só quem já viu uma cabeçada de um touro, que apesar de ser contra o muro de proteção, arremessou a pessoa que estava ao meu lado a cerca de 4 metros, sabe a força desses animais (imagine quem foi arremessado). E esse era um “touro de rua”, portanto menor do que os touros que entram na arena.
Eu, por ter vivido essa cultura, entendo a beleza e a emoção que esse evento trás a essas pessoas. Cabe aqui a diferenciação entre touradas espanholas/mexicanas e portuguesas: nesta o touro não é executado na arena à frente de todos.
Na Catalunha, numa “ação de marketing”, as touradas foram proibidas. Na prática nada mudou, uma vez que as touradas só ocorrem na Extremadura e Andaluzia. Foi mais uma afirmação de “independência”.
Voltando ao vídeo, o homem colocou-se à mercê do touro que não perdoou... o homem morreu na arena. Eu penso sobre a temeridade de ficar à frente de um touro que, por ser um animal e criado para isso, tem comportamento completamente imprevisível, quer dizer previsível, atacar o que ou quem se coloque à sua frente.
E a polêmica sobre a utilização de animais para “divertimento” das pessoas persiste...

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Arte e Design


Gosto muito de arte e design.
Bento Gonçalves é a terra do vinho no Brasil. O turismo lá é intenso. Mas nem só de vinho vive a cidade, embora seja um bom motivo para visitá-la.
Algo muito interessante no campo da arte e design está ocorrendo na cidade. A Casa Brasil, por meio do seu projeto Banco de Ideias , promove, com a colaboração de muitos artistas e entidades, inclusive a Prefeitura de Bento Gonçalves, arte em bancos. E o que é isso?
Bancos com design e arte diferenciados estão espalhados em vários pontos com grande afluência de público. Estes bancos estão ali como arte, mas uma arte interativa. As pessoas podem admirar, tocar, sentar e, principalmente se divertir!
Após essa interação pública, os bancos estão sendo leiloados no site da Casa Brasil, com a renda revertida para entidades de ação social de Bento Gonçalves. O leilão vai até o dia 21 deste mês e os lances, os bancos, assim como uma lista das entidades na qual você poderá votar como sua preferida para receber a renda, estão acessíveis no link:
Há bancos de todos os tipos. Eu destaco o “banco jardim” e o “banco persona” muito divertido.
Para uma olhada muito divertida da interação do público com os bancos entrem no youtube e vejam o vídeo:
Olhem e, se se interessarem, entrem no leilão, os bancos são bacanas e a causa é boa!!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Menino de 14 anos ganha mão robótica

É incrível como a ciência aliada à tecnologia consegue coisas hoje em dia!

A história já é por si só comovente. Ross Brawn, da equipe Mercedes da Fórmula 1, visitou uma escola na Inglaterra. O garoto Matthew James, simpatizou com ele e viu uma chance para poder concretizar um sonho, ter uma mão biônica. Escreveu uma carta a Ross, que se emocionou com ela e colocou em prática o pedido.
Alguns comentários ao meu post anterior salientaram que o ser humano é egoísta e esse egoísmo ultrapassa todas as barreiras nacionais. Concordo plenamente. Assim como o exemplo da selvageria em Londres, também temos este exemplo da bondade de que o ser humano é capaz.
Estamos falando de um ato isolado, mas de extremo altruísmo e empatia com a dificuldade do outro. Ato este que deixou uma obra concreta, onde antes Matthew tinha uma garra metálica, hoje ele tem uma mão biônica em tudo similar à função da mão humana.
Engraçado o comentário do garoto ao ser entrevistado com a mão em pleno funcionamento:

“Com esta mão eu posso fazer tudo, é exatamente como se fosse real. Vai fazer uma diferença tão grande em minha vida. O ruim é que estou tendo que fazer mais tarefas – brincou o jovem”.
O humor fica bem em todas as ocasiões.
Mas isso acontece porque as pessoas sonham. O garoto sonhou e a Mercedes concretizou.
E por falar em sonhos, um grande sonho do neurocientista brasileiro e meu ex-colega de colégio Miguel Nicolelis eu gostaria muito que se concretizasse:

“Quero ver um adolescente brasileiro, paraplégico, entrar no estádio, no jogo de abertura da Copa do Mundo de 2014, com uma veste robótica, controlada pelo pensamento e dar o primeiro pontapé na bola”.
Esse é um sonho que todos nós, de qualquer nacionalidade, mas principalmente os brasileiros, deveríamos sonhar para acontecer!!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Londres e os Brasileiros


Tenho visto muitos comentários sobre os distúrbios em Londres. Dos mais variados. Gente elogiando, gente criticando. Alguns me chamaram a atenção, como o de Henrique Goldman, diretor do filme “Jean Charles” que vive em Londres, “A Europa se abrasileira, e Londres tem até arrastão”.
Ele compara os distúrbios em Londres com a situação de criminalidade no Brasil dizendo que a Europa está ficando mais parecida conosco.
O vídeo de um garoto de 14 anos sendo espancado para ter sua bicicleta roubada e logo após ser assaltado por pessoas que simulavam ajuda-lo, enquanto ainda sangrava no chão com o maxilar fraturado, rodou o mundo.
A cena me fez lembrar do turista que caiu do elétrico da Lapa, no Rio de Janeiro, e que ainda agonizando no chão, teve sua carteira, documentos e câmera fotográfica roubados.
Enquanto isso, no Largo 13 aqui em São Paulo, nos arredores do Poupatempo, eu vi um mendigo dormindo na calçada às 08h30 da manhã e tendo seus tênis roubados por um jovem de uns 20 anos que não se incomodou minimamente com os passantes (e quem conhece o Largo 13 em dia de semana sabe que milhares estão circulando ali àquela hora).
Aí eu volto ao comentário de Goldman, será correto dizer que Londres se “abrasileira”?
Vejo duas coisas nessa observação infeliz:
- os distúrbios em Londres estão acontecendo numa situação de exceção e a polícia e os tribunais ingleses estão trabalhando 24hs prendendo e condenando os culpados;
- no Brasil, estas duas situações aconteceram em cenas cotidianas e, se alguém souber, digam se os culpados foram presos... e condenados, claro!
Mesmo assim, se alguém não concorda com a minha observação, no mínimo é “esquisito” que alguém tente colocar a Inglaterra no mesmo nível que o Brasil dizendo que o Brasil tem arrastão... os brasileiros não devem ter gostado...